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Memórias

ISBN 978-65-86805-24-6

Palavras da autora

Estou saindo de uma doença que atingiu muita gente, homens, mulheres, crianças. Alguns foram salvos pelas mãos de Deus. Outros seguiram o caminho que o Divino lhes apontou.
Hoje estou me sentindo renovada, feliz mesmo por ainda merecer de Deus algum tempo de vida.
Como é bom estar com a família, às vezes até um pouco distante. Como é bom sentir-se amada, querida, por aqueles que amamos tanto!
Como é bom sentir-se útil novamente, ter forças para fazer algo que nos cause alegria!
Graças Senhor por tudo isso, pela minha memória que volta devagar, mas volta.
Graças Senhor pela força das minhas pernas e dos meus braços. Graças Senhor pela minha família que amo infinitamente.
Graças Senhor pelos meus parentes e amigos.
Graças Senhor pelo que vem surgindo no meu cérebro e pela vontade que tenho de voltar a escrever.
Esta é minha missão aqui na terra e quero dividi-la com meus irmãos.
Espero que todos gostem.
Que assim seja!
Palavras de um amigo

O que são memórias?
Seriam cheiros e aromas agradáveis que nos remetem à infância? Ou sabores que nos lembram momentos deliciosos e únicos? Ou o toque na pele, de carícias dadas por alguém muito especial? Ou ainda doces lembranças de lugares povoados por pessoas que não estão mais entre nós?
Sim! Por certo tudo isso pode ser caracterizado como as memórias que alguém carrega dentro de si. No entanto, estamos falando de algo aqui bastante pessoal e íntimo do campo dos afetos, como as imagens de outros tempos que trazemos em nossas mentes e que possivelmente já nem existem mais em outros lugares físicos. Assim, memórias e imagens seriam portanto muito similares. Caracterizadas pela imaterialidade das lembranças e existentes apenas no domínio da subjetividade.
E quando compartilhamos essas memórias com alguém? Isso pode se dar pelos meios de expressão, como a oralidade ou ações encenadas, por exemplo. Ou ainda por meio de registros escritos, ilustrados, desenhados, fotografados, gravados, dentre tantos outros. Poderíamos também chamar esses registros de memórias?
Talvez também sim, mas, no fundo, esses registros não passam de cópias limitadas das memórias de quem os produziu. Eles podem ser curiosos e engraçados aos olhos alheios, que por sua vez nunca conseguirão alcançar as lembranças e imagens originais em sua integralidade. Outras vezes podem parecer belíssimas expressões do pensamento, mas, por vezes, podem representar também lembranças ruins e obscuras. De qualquer forma, são mergulhos na alma humana, mas, necessariamente, são representações de algo que é essencialmente subjetivo.
Neste livro, Irlanda Silva Gino, minha querida mãezinha, compartilha com a gente alguns dos registros de suas lembranças e
fatos corriqueiros de sua vida, que vão e vêm no tempo de sua memória, em forma de breves contos ou poesias. E alguns desses registros contam com a generosa participação do ilustrador Carlos Jorge, reafirmando mais uma vez a grande parceria que formaram em trabalhos anteriores.
Que ela siga nos brindando com esses belos registros das coisas que só existem em suas memórias.

 
Maurício Gino
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